Tratamento do Refluxo Gastroesofágico (DRGE)
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição crônica e extremamente comum que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Caracteriza-se pelo retorno do conteúdo ácido do estômago para o esôfago, provocando sintomas como queimação, regurgitação e, em muitos casos, complicações que comprometem a qualidade de vida. O tratamento eficaz envolve desde mudanças no estilo de vida e medicação até a correção cirúrgica por meio da fundoplicatura, procedimento que o Dr. Otávio Schmidt realiza com técnica minimamente invasiva.
O que é a Doença do Refluxo Gastroesofágico?
A DRGE ocorre quando o esfíncter esofágico inferior (EEI) não consegue impedir o refluxo do suco gástrico para o esôfago. Esse contato repetido com ácido e enzimas digestivas pode causar inflamação da mucosa (esofagite), erosões, estenoses e até mesmo o esôfago de Barrett, uma condição pré‑cancerígena. Fatores como obesidade, hérnia de hiato, tabagismo e alimentação inadequada aumentam o risco. A especialidade que trata essa condição de forma abrangente é a cirurgia do aparelho digestivo, que inclui tanto o manejo clínico quanto as opções cirúrgicas.
Sintomas da DRGE
Os sintomas clássicos são:
- Pirose (queimação retroesternal, geralmente após as refeições)
- Regurgitação ácida ou sensação de "gosto amargo" na boca
- Dor ou desconforto no peito (muitas vezes confundida com angina)
- Disfagia (dificuldade para engolir) e odinofagia (dor ao engolir)
- Globus faríngeo (sensação de "nó na garganta")
- Tosse crônica, rouquidão, pigarro e asma noturna (manifestações extraesofágicas)
A presença desses sintomas por mais de duas vezes na semana sugere DRGE e merece avaliação médica. O diagnóstico precoce evita progressão para formas mais graves.
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na história clínica detalhada e em exames complementares. A endoscopia digestiva alta permite visualizar a mucosa do esôfago, estômago e duodeno, identificar esofagite, estenoses e realizar biópsias. A pHmetria esofágica de 24 horas confirma a exposição ácida anormal. A manometria avalia a função do EEI e a motilidade esofágica. Em casos selecionados, exames de imagem como o esofagograma podem auxiliar na identificação de hérnia de hiato ou outras alterações anatômicas. É importante descartar outras causas de dor torácica e abdominal, como doenças da vesícula biliar ou mesmo a apendicectomia em quadros atípicos. A presença de cirurgia de hérnia abdominal (hérnia de hiato) é um fator que frequentemente acompanha a DRGE e pode ser corrigida no mesmo ato cirúrgico.
Fatores de Risco e Prevenção
Obesidade, gestação, tabagismo, consumo excessivo de álcool, café e alimentos gordurosos ou ácidos são fatores que favorecem o refluxo. A prevenção inclui perda de peso, alimentação fracionada, evitar deitar‑se logo após comer e elevar a cabeceira da cama. Essas medidas, associadas ao tratamento clínico, controlam a maioria dos casos leves.
Opções de Tratamento Clínico
O tratamento inicial da DRGE consiste em:
- Mudanças comportamentais (dieta, perda de peso, elevação do decúbito)
- Uso de inibidores da bomba de prótons (IBP) como omeprazol, esomeprazol ou pantoprazol
- Antiácidos e agentes de barreira (alginatos)
- Procinéticos em casos selecionados
A maioria dos pacientes obtém boa resposta com essas medidas. Contudo, quando o refluxo é intenso, há complicações (esofagite grave, Barrett, estenose) ou o paciente necessita de doses altas de IBP por tempo prolongado, a abordagem cirúrgica deve ser considerada.
Tratamento Cirúrgico: Fundoplicatura
A cirurgia anti‑refluxo padrão‑ouro é a fundoplicatura, na qual o fundo gástrico é envolvido em torno da porção inferior do esôfago, reconstituindo o mecanismo antirrefluxo. A técnica pode ser realizada por via aberta, mas a abordagem minimamente invasiva — a cirurgia videolaparoscópica — é a preferida por proporcionar menos dor pós‑operatória, recuperação mais rápida, menor tempo de internação e melhores resultados estéticos.
Durante o procedimento, o cirurgião também pode corrigir uma eventual hérnia de hiato associada. Em situações específicas, como doenças gástricas concomitantes, pode ser necessária a gastrectomia parcial, mas a fundoplicatura isolada é suficiente para a grande maioria dos pacientes com DRGE não complicada. A cirurgia do esôfago é a subespecialidade que abrange esses procedimentos e o Dr. Otávio Schmidt possui vasta experiência nessa área.
Quando Procurar um Cirurgião Digestivo?
Pacientes que apresentam refluxo crônico refratário ao tratamento clínico, que dependem de altas doses de IBP por muitos anos, que têm complicações como esofagite erosiva ou Barrett, ou que desejam uma solução definitiva devem ser avaliados por um especialista. O Dr. Otávio Schmidt, cirurgião do aparelho digestivo, oferece uma avaliação individualizada e realiza a cirurgia do aparelho digestivo com foco na segurança e na qualidade de vida do paciente.
Perguntas Frequentes (FAQ)
A cirurgia para refluxo é definitiva?
A fundoplicatura apresenta altas taxas de sucesso a longo prazo, mas resultados duradouros dependem da seleção adequada do paciente, da técnica cirúrgica e da manutenção de hábitos saudáveis. Não há garantia de cura total, mas a maioria dos pacientes fica satisfeita com o controle dos sintomas.
Quanto tempo dura a recuperação?
A recuperação varia de pessoa para pessoa. Após a cirurgia videolaparoscópica, a maioria dos pacientes retorna às atividades normais em algumas semanas, com alívio significativo dos sintomas. O Dr. Otávio Schmidt acompanha cada caso de perto, ajustando as recomendações conforme a evolução.
A cirurgia pode ser feita por planos de saúde?
O Dr. Otávio Schmidt atende em seu consultório particular e também aceita diversos convênios. Recomenda‑se entrar em contato para verificar a cobertura específica do seu plano.
O que é a hérnia de hiato e como se relaciona com a DRGE?
A hérnia de hiato ocorre quando parte do estômago desliza para o tórax através do hiato esofágico, enfraquecendo a barreira antirrefluxo. Ela está frequentemente associada à DRGE e, quando presente, pode ser corrigida durante a fundoplicatura. O Dr. Otávio Schmidt realiza a cirurgia de hérnia abdominal para tratar essa condição.
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